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Mas quero aqui dizer o que passa em verdade, que sendof. 154. j eu 111090, antes de me el rey nosso senhor mandar para Italia,estando eu em Evora, fazendo umas duas historias, de preto ebranco, a uma da Saudacäo de Nossa Senhor a e a outrado Espirito Sancto para um breviario solene de Sua Alteza,eu achei por mi mesmo aquella maneira de iluminar de athomose de nevoa que fazia dorn Julio em Roma, que logo a meu paipareceu muito bem, o quäl tambem a tinha comecado a achar.E indo eu a Roma, como digo, achei que sömente dorn Juliolavrava d'aquella maneira que eu em Portugal tinha achado. E 0que me mais spantou foi dizer-me que quasi no proprio ternpoque eu em Evora tinha achado a tal maneira de perfeicäo emtecedura dos athomos, que naquelle mesmo tempo o tinha eileachado novamente em Roma, quinhentas leguas de Evora. E estaf. 154 maneira de obra e muito maa de entender, | e ainda e muitopior de fazer. Por onde eu dei entäo a Julio a palma que namäo teria, entre todos os iluminadores da Europa, dianted'aquelles Romanos e de Valerio, o de Vicenca.')
Comecou a dizer naquella hora a mesmo Julio a um dosRomanos:
— >Senhor Camillo, emende-me a Senhoria Vossa algumacousa na minha obra, pois que Francisco d? Ollanda ma näoquer emendar, e me quer dar tanto nome como eu näo mereco.«
Respondeu entäo o Romano d'est'arte:
1. Contra os queemendamapinturaindiscretamente.
— »Em Italia näo ha gentil hörnern nem senhor que, vendouma pintura ilustre, a näo encarecer e louve grandemente, co-
f. 155. nhecendo todas as suas partes tarn bem | como um proprio mestre.E muitas vezes m'espanto das cousas que nisso lhes vejo entender
') Durch die von Raczinsky veröffentlichte französische Übersetzung hat sichein Irrthura betreffs dieser Stelle verbreitet. Darin werden die Worte : »dei a Julio apalma que na mäo teria« so gedeutet, als meinte Hollanda, ich gab die Palme dem