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de nos mostrardes, a estes senhores e a mi, as excelentes obrasf. 153. d'ella de vossa mäo | que näo em gastäremos o tempo em fallard'ella.«
—- »Como? entendes vös por menos nobre o praticar dagravissima nossa arte (dixe Julio) do que e digno e bello ve-lasobras da pintura? Näo creo eu, M. Francisco, que vos tendesem menos o tratar dos primores d'ella que ve-la a ella, porqueambas estas suas partes se näo querem deixar vencer uma daoutra, e cada uma d'ellas quer ser primeira.«
■— »Mostrai-nos vös todavia ja a primeira, entäo acupai-nos,na segunda« [lhe respondi eu]. 1 )
Aqui nos mostrou dorn Julio um Ganimedes, iluminado desua mäo sobre o debuxo de M, Angelo, muito suavementelavrado, que foi primeira cousa de que eile em Roma ganhoufama. E despois uma Venus muito arrezoada. Mas finalmenteeile nos mostrou duas folhas grandes de um livro, na primeiradas quaes stava iluminado säo Paulo, dando a vista a um cegof. 153 p eran te o proconsul | romano; e na outra stava a Caridade comoutras feguras, entre colunas corynthias e edeficios, que foi amais encarecida obra de iluminacäo que entendo que pode haverem alguma parte; porque assim ficava baxo ante aquillo asilluminacöes de Frandes que näo tinham nome nem as melhoresque eu visse, (que cuido que tenho visto algumas).
Vi eu nas obras de iluminacäo de dorn Julio, uma maneirade lavrar de uns certos pontos, a que eu chamo athomos, amaneira de veos tecidos que parecem uma nevoa lancada porcima da pintura, a quäl ate este nosso tempo eu ousarei afirmar(com licenca de Salomäo que diz que tudo foi ja dito e feito)que ainda näo foi achada senäo de dorn Julio de Macedonia;nem em Italia eu näo vi o tal lavrar a alguma pessoa, nem emFrandes, posto que pareca que o arremedam.
'),Iji der Vorlage gehören die "Worte, welche ich Hollanda in den Mund