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Eis que entra pola porta Valerio de Vicenga, com tresgentis homens romanos (mas um (Teiles tornouse logo) e leva-mef. 151. nos bragos com grande | festa, porque o näo tinha inda vistodepois que viera de Veneza«.
Era Valerio de Vicenga um hörnern velho, muito bemdesposto, e gentil hörnern de muito nobre conversacäo; e alemd'isto eile foi um dos homens cristäos que no presente tempoquis competir com os antigos em a arte de sculpir medalhasfundas ou de meo relevo. em ouro, e em cristal, e em aco. Eera eile grande meu amigo, pola parte que eile tinha de excelente,e por meio de Dom Julio de Macedonia, em cuja casa nösstavamos. Como nos tevemos recomendado e eile soubesse deJulio a pressa que eu tinha por me ir ao meu caminho:
— »Falai em al! (dixe o de Vicenga) que näo saires hoje
por esta porta föra, M. Francisco d'Ollanda. ate que a streik
vespera cerre a noite. E perdoe-me agora a senhora llarquesa
e M. Angelo, esta forga, a que näo e pequena desculpa ella mesma.
f. 151 E tambem nos aqui fagamos hoje | cörte com estes senhores,
v ' que cuido que säo d'ella.«
Comegaram os gentis homens a dizer que se näo podiamais ir buscar do que ali stava, e a convidarem-me a näo mepartir; e assim o mesmo Don Julio. Eu, inda que muito prezavao recado do meu caminho, achei que, tendo chegado ali, quenäo podia ja d'ali partir-me. E achei que podia bem faze-lo, porquanto eu näo dei palavra ao recado da senhora Marquesa demais que dizer que eu trabalharia por obedecer a Sua Excelencia,o quäl eu tinha feito emquanto pude ate entäo, deixando porisso ate as cousas que me relevariam e que por Ventura outremnäo deixära.
E respondi:
■— »Juro-vos, pelo rio Tibre, senhor Valerio, que näoperdera a minha jornada por nenhum outro interesse, se näo