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Vier Gespräche über die Malerei, geführt zu Rom 1538
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f. 150. Folgou Julio de ver-me, | porque dias havia que nos näo

viamos; e depois de vermos nossa obra (e chamo-lhe nossaporque era meu o desenho e suas as colores) e querendo-medespedir d'elle, perguntou-me que onde ia, pois que assim odeixava.

Como lhe eu dixe que me ia pois conversar com mestreM. Angelo e com a senhora Victoria Colonna, Marquesa cPescara, e com M. Lactancio Tolomeu, gentil hörnern Sennes, äigreija de Säo Silvestre, comecou a dizer Dom Julio:

— »Oh M. Francisco, que remedio me darieis vös paraque fosse eu digno da conversacäo de täo nobre corte? E paraque o senhor Alicael Angelo me recebesse no numero de seusservidores pola vossa intercessäo?«

Comecei-me eu a rir de Dom Julio, [dizendo] que:

— »Sendo eu forasteiro, e havendo um anno so que stounesta terra, e sendo vös um dos valentes e dignos homens d'ella,e patricio, me quereis dar tanta honra ? Fallai vös a M. Angelo,que eile folgarä bem de vos conhecer; porque, na verdade,

f. 150 M. Angelo e hörnern muito honrado | e discreto (alem de seuv - saber, que lhe näo podemos tirar) e conversado; näo e de täomä condicäo, como a gente cuida. E todavia, porque eu sou porgrande merce da senhora Marquesa ali chamado, e eile achar-seja comvosco stranho, por vos inda näo ter conhecido, dai-melicenca, que näo tome tanta licenca como levar-vos comigo, semos ter primeiro avisado. Eu lhes direi de vös, senhor Dom Julio;e eu confio que sendo de vös bem informados, que vos tenhampor bem dino do seu conhecimento. Mas todavia dai-me licencaque acuda ja para lä, porque me parece que se väo fazendohoras, e porventura me podem star sperando.«

Querendo me eu assim despedir de Dom Julio, que haviade fazer a sorte d'aquelle dia, que era outra que eu näo cuidava?