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Vier Gespräche über die Malerei, geführt zu Rom 1538
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ficios) que se näo desdenhe de me fazer entender que obras haem Italia famosas de pintura, para saber quantas ja tenho vistas,e quantas me fallecem por ver.«

— »Longa cousa me pedis, M. Francisco, dixe MicaelAngello, e larga e deficil de ajuntar, pois sabemos que näo haprincipe, nem hörnern privado ou nobre em Italia, nem quemalguma cousa presuma, por pouco corioso que eile seja (deixoos excellentes que a adoram), que näo faca por ter alguma reli-quia da divina pintura, ou que ao menos da que podem näomandem fazer muitas obras.') Assim que por muito nobres ci-dades, fortalezas, quintas, pacos, e templos, e outros privados ef. 114, publicos edeficios, | d'ella stä semeada boa parte de sua fremo-sura. Mas como eu ordenadamente todas näo tenha visto, d'al- 1gumas que säo principaes poderei dizer.

Em S e n n a ha alguma pintura singular na casa da camara

e noutras partes. Em Florenca, minha patria, nos pacos dos

Medices ha obra de grutesco de Joao da Udine; assi por toda

Toscana. Em Orbino, o paco do duque, que foi meio pintor,

tem muita obra e para louvar; e assi a quintan chamada Em-

p e r i a 1, a par de P e s a r o, edeficada por sua molher, e bem ma-

nificamente pintada. Assi mesmo, o paco do Duque de Mantua,

onde Andre fez o triumpho de Caio Cesar, e nobre; mas mais

a obra da strebaria dos cavallos, pintados por Julio, descipolo

de Rafael, que agora em Mantoa florece. Em Ferrara temos

pintura de Dosso no paco do Castello; e em P a d u a tambem lou-

vam a logia de M. Luis, e a fortaleza de Lenhago. Ora em

Veneza ha admirabeis obras do cavalleiro Teciano, hörnern va-

lente na pintura e no tirar ao natural: d'ellas na livraria de Säo

f. 114 Marcos, d'ellas nas casas dos Alemäes. I E outras em tem-v

plos, e d'outras mäos boas. E toda aquella cidade e uma boa

pintura.

a

1 ) Man erwartet: da que pode näo mande fazer muitas obras.